Champagne

Um médico tradicional de Curitiba, ex-diretor do Coritiba, reuniu 20 coxas em sua mansão de Santa Felicidade para um jantar baseado em foie grãs, fígado extraído de ganso bem engordado. Combinou-se que cada um levaria uma champagne Veuve Clicquot. O motivo do nobre encontro seria para comemorar a vitória do Coritiba no Atletiba, a classificação para a Libertadores, tendo como consequência direta o rebaixamento do Atlético.

A certeza era tanta, que à certa altura, um deles foi buscar mais champagne. Como não encontrou mais Veuve Clicquot, levou a Laurent-Perrier Gran Siecle La Cuvée, mais modesta, de 800 reais cada.

Como tinha tanta certeza que o gol da vitória sairia naturalmente, foi estourando e bebendo a fina aguardente. De repente, a cabeçada de Guerrón estourou a rede de Vanderlei: Atlético 1×0. O tempo passou, o jogo terminou, e não havia mais champagne. Todos estavam com dor de cabeça. Pareciam que tinham tomado cachaça pipico, de Piracicaba.

Bom senso

Nunca duvidei de que o treinador Antônio Lopes pouco iria colaborar para evitar a queda do Atlético. Mas não duvidava que era um homem de bom senso.

Ao não aceitar a mínima parcela de culpa pela queda, mostrou que não é sensato. A falta de sensatez está no fato de ter assumido com um turno inteiro para jogar. Ao transferir a responsabilidade para Adilson Batista e Renato Gaúcho, mostrou que a lealdade não é mais o seu forte.

Entre os treinadores, Lopes foi o de maior culpa. Quando assumiu, sabia o que se exigia dele. Do contrário, teria sido um franco atirador. Pior do que ser desleal.

Prejuízo

O Coritiba está fazendo as contas do prejuízo que o Atlético lhe deu, excluindo-o da Libertadores. Classificando-se para a etapa de grupos, entre cotas de televisão, publicidade, renda de jogos, sócios, previa faturar próximo de 12 milhões de reais.

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