Atlético 3 x 1 Vasco da Gama.
Qual seria a verdade do jogo: o Atlético ganhou porque jogou bem ou ganhou porque o Vasco é fraco? Ou ganhou porque jogou bem contra um Vasco fraco?
Como se vê, na vitória embora incontestável, o Atlético deixou dúvidas. Como essa: a vitória decorreu de um oportunismo de usar o poderoso efeito Arena contra um fracote Vasco, ou projetou a fase de crescimento do time?
Seja o que for, qualquer análise razoável não pode dissociar a vitória do Furacão com a absoluta falta de qualidade do Vasco. Só assim, então, encontramos a verdade do jogo: o Atlético ganhou porque o Vasco sequer soube vencer o excelente goleiro Galatto na cobrança de um pênalti, quando o jogo ainda estava 2×1.
Mas não significa, que embora tenha deixado dúvidas sobre futuro, a vitória apenas satisfazia a obrigação de ganhar em casa, e em especial sendo esse Vasco, o adversário.
Ao contrário, o Atlético até que deixou a impressão de que está evoluindo por um fato: voltou a jogar no seu estilo já tradicional, que é se agrupar atrás e no meio, e fazer de Ferreira, e agora desse agradável lateral Márcio Azevedo, as referências para o contra-ataque. No gol de Joãozinho, a jogada foi assim, a partir de Márcio Azevedo; e no gol de Mário Azevedo, foi na velocidade de Ferreira, que repetiu a surpresa no terceiro gol, de Aquino.
Talvez, não ficassem tantas dúvidas em placar retumbante, se o time rubro-negro não estivesse cansando bem antes do adversário. Ontem, cansou antes dos 25 minutos do segundo tempo, só evitando o pior porque Galatto defendeu o pênalti chutado por Leandro Amaral.
Nenhum time é capaz de evoluir sem boas condições físicas. A única dúvida que não ficou, foi a de que a vitória acalmou os nervos atleticanos. Bem pensado, alcançou o objetivo do jogo.
Ditado
Galo 3 x 2 Coritiba. O que entra fácil, sai fácil dizem os libaneses.Que, também, digam os coxas.
O Coritiba, presume-se, queria ganhar no Mineirão, mas imaginava fazer sacrifícios. Mas quando menos esperava Keirrison (pênalti) e Prates (contra), lhe deram uma vitória parcial. Mas, ingenuamente, o time coxa não havia se preparado para enfrentar o velho sérvio Pet, que entrou e em dez minutos criou situações para o empate do Galo, 2×2.
A vitória dos mineiros foi a decorrência lógica da falta de recursos técnicos do Coritiba. Por isso, a violência de Rubens Cardoso e do irresponsável Marlos, o reduziram para nove jogadores.