Centro

Antigamente era a paixão que escrevia. Aprendi que ela pode ser acompanhada da razão, para evitar o risco de cobrança futura. Ontem mesmo recebi mensagens de leitores, que reproduzem textos passados, os quais censuravam a qualidade do time.

Pois, continuo pensando assim. Não é porque a coerência sustenta o orgulho, ao contrário, às vezes a coerência se confunde com a teimosia, estágio final para burrice.

As poucas coisas que mudaram é que foram fundamentais. E de qualidade, só mudou o goleiro, que agora é Cléber em definitivo, quando ele era eventual. Mas indicar Cléber como o centro da mudança é fácil, pois todos vêem. E não pode ser fundamental, na medida que a grandiosidade do goleiro, muitas vezes, está associada à fragilidade de outros setores do time.

O difícil, no caso da evolução do Atlético, seria apontar o aspecto nuclear para tamanha mudança. É alguém que causava calafrios, e por quem todos eram intolerantes. Atende pelo nome de Erandir. Desde que ganhou o lugar de Alan Bahia, e jogando atrás como terceiro zagueiro ou volante, fez o time rubro-negro ganhar maturidade no exercício das mais primárias funções do futebol atual, que é marcar, ocupar espaços e cobrir os lados e atrás.

O jogo de Erandir passou a repercutir em outros setores. Os jogadores se agruparam. E jogadores juntos, diminuem o risco do erro, porque diminuem o campo para ações, dividem a responsabilidade, e assim, independente de qualidade, é inevitável: formam um time no conceito literal proposto pelo futebol.

Passado

Uma vez, o Coritiba deixou de subir para a primeira divisão porque foi vítima do poder dos paulistas. Eduardo Farah, presidente da Federação Paulista, e de honra do Guarani, ficou no banco em Campinas. Gol válido dos coxas (Chicão, se lembro bem), anulado. O Guarani ganhou e o Coritiba continuou na segunda divisão até 1995.

A maioria das circunstâncias pode ser diferente, mas a principal é igual: o Coritiba joga em Jundiaí, contra o Paulista, seu adversário direto, que é a esperança da Federação Paulista de recompor o quadro de São Paulo, que será desfalcado de São Caetano e, talvez, Ponte Preta, a bola para salvar o Corinthians. 

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