Nas contradições que a vida oferece, são as do futebol que às vezes mais chocam. A derrota nunca deveria ser um fato que repercutisse mais que a vitória, por resumir no seu significado o fracasso.
A vitória do Coritiba ontem em Santos (3×1) foi portentosa. Dorival Júnior mais uma vez mostrou a importância de um técnico, que na aparência parece silente, quase passivo, mas nos atos é explosivo pela inteligência. Keirrison provou a sua capacidade de decisão não só com a bola dominada, mas na ocupação de espaços dentro da área.
Mas por mais portentosa que tenha sido, a vitória dos coxas não pode repercutir mais do que a humilhante derrota do Atlético na Arena para o Botafogo, 3×0.
Não a derrota em si como resultado de um jogo. Em especial tratando-se de um time cujo seu criador confessa ser meia boca. Mas a derrota daquilo que tratam enganosamente como uma ideologia, mas que no fundo busca-se a matéria.
O que vão mandar a ajudante-de-ordem escrever hoje no site oficial? Que foi coisa do futebol, mas que logo tudo passará, e que até 2015, o Atlético será campeão do mundo? Ou remeterá a causa do fracasso para os poucos colunistas que ainda têm coragem de enfrentar processos, ameaças para denunciar a fraude que se pratica contra o sentimento atleticano?
Analisar o jogo é perda do tempo. É participar da incursão enganosa contra o torcedor.
Por mais que jogue, o Atlético terá que enfrentar uma causa que não se vê, mas sente: a aura negativa que atrai o fracasso por ela ter origem do rancor e do ódio. Para alguns através de textos, mas para a maioria, que é a torcida pelo fracasso técnico diário, e que já dura seis anos.
Não existe ódio e rancor, que provoquem tanta maldade.