Na Vila Capanema, Atlético 5 x 1 Criciúma. Dê-se um bom desconto: o Criciúma, sem qualidade, é um time fraquinho, capaz de perder um gol atrás do outro. Dê-se outro desconto: o Criciúma é um time esquecido, ingênuo. Não lembrou que a bola nas costas, pela sua esquerda, como em Criciúma, pegava Guerrón de frente para o gol.
Mas não se podem ver só os defeitos de quem foi goleado. É que não há goleada sem as virtudes de quem a marca. Bem por isso, não se pode negar brilhantismo à vitória do Atlético. Não por ter sido de goleada, mas por não desprezar a importância que tem para o torcedor fazer gols.
O jogo do Furacão no primeiro tempo foi cativante. Parecendo um time das antigaa, jogou avançado. A cada dois minutos, chegava com quatro jogadores na área catarinense. Parece exagero, mas a jogada da partida não foi nenhuma dos gols, mas a do gol perdido por Guerrón.
Desta vez, o comando não foi de Baier, mas do jovem Zezinho. Saindo de trás, empurrou o time para frente. E, assim, o time do comportadíssimo Carrasco, em 20 minutos liquidou o jogo com três gols de Guerrón. E, depois no segundo tempo, mais dois (Patrick e Guerrón) apenas como corolário da bela noite do Furacão.
Surpresa
Para apressar a chegada do sono, pus-me a ver o jogo do Paraná contra o Ceará, em Fortaleza. De repente, sinto os olhos bem abertos, quase esbugalhados. Motivo: a surpresa de ver o jogo bem jogado do Paraná. Um time sem estrelas e sem estrelismo, com os setores conciliados por um esquema simples, mas bem objetivo. O treinador Ricardinho está transportando para o time a sua cultura tática ofensiva. O empate a dois gols lhe foi bom, mas não lhe foi justo.