Se a demissão do técnico Claudinei Oliveira tivesse como causa os fracassos de campo, seria absolutamente normal. E digo mais: mais do que normal, reclamaria uma atitude obrigatória do Atlético. Mas a demissão do técnico Claudinei não teve como causa os fracassos de campo, mas foi uma forma de desviar a atenção para o problema mais grave: o fracasso da administração Petraglia. Hoje, o Atlético é um clube em decomposição: sem dinheiro para manter a Baixada, sem recursos para formar time, sem conta bancária em razão das penhoras, perdendo sócios em profusão, o Furacão não tem mais vida para servir ao seu povo. A Baixada é uma casca de ovo.
Mas não se engane: é isso que Petraglia quer.

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É que a derrota, não deixando o clube crescer, exclui o torcedor do estádio da sua vida e, então, se transforma na guarda intransponível dos interesses imediatos.

É assim que Petraglia raciocina: quanto menor o Atlético, mais importante será ele pela absoluta inércia dos atleticanos. É ostensiva a sua disposição de deixar tudo como está. No máximo cria uma falsa aparência, que é um disfarce, como é a demissão de um treinador. A introdução de um capo como Paulo Carneiro, num ambiente saudável como sempre foi o do Atlético, em razão do idealismo de sua gente, é mais uma prova das suas verdadeiras intenções.

E não existe nada mais poderoso do que a derrota no campo para fazer o arbítrio sobreviver. E os atleticanos não fazem nada. Ao contrário, buscam inspiração em um conto de “As mil e uma noites”, em que o povo ao ser indagado se queria a saída do sultão sanguinário, respondeu que não, e justificou: “pior do que ele pode vir outro”.

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E o cartola, assim, não corre nenhum risco desse seu objetivo ser ameaçado: consolidando a implantação do chavismo na Baixada, controla o dinheiro às opiniões dos conselheiros, manipula as reações organizadas de arquibancada, e bota medo na imprensa com processos e ameaças de proibir ingresso na Baixada.