Mário Celso Petraglia é um prato que o jornalista deve degustar. As respostas das suas entrevistas, por ele pautadas (o repórter é usado como fantoche), são capazes de municiar crônicas diárias. Incontrolável ao explicar a indisciplina dos jogadores do Atlético, chamou o CT do Caju de “Casa da mãe Joana”. Quando se fala em estado de perturbação, esquece-se o significado de algumas expressões. A origem da “Casa de mãe Joana” está em Joana I, rainha de Nápoles. Tendo que fugir para a França, obrigou-se, para se sustentar, a cuidar dos bórdeis de Avignon. Cuidava tão bem das meninas, que os bórdeis passaram a ser conhecidos como “A casa da mãe Joana”. E conta a história que as meninas de Joana eram disciplinadas.

continua após a publicidade

Sei bem que Petraglia não quis dizer o que a origem da expressão informa. Usou-a em linguagem figurada, para reconhecer que o CT do Caju como um lugar onde cada um faz o que bem entende, sem respeito à ordem.

Mas, então, ganho a razão no que escrevi e que ele não gostou: se há desordem é que não há comando. A consequência dessa desordem: às vésperas de começar o Brasileiro, o Atlético se obriga excluir o seu único grande jogador que é Manoel, e rebaixar mais onze, interpretando seus atos como de indisciplina. Resultado: o Atlético é vitima da omissão do seu presidente, que repercute em um onze sem respeito para estrear contra o Grêmio.

Vejam só como é a vida: Petraglia está administrando o Atlético com os benefícios deixados pelos atleticanos que ele trata como inimigos. Só conseguiu viabilizar a construção da Baixada, em razão do trabalho técnico e político de Enio Fornéa Júnior na proposição do potencial construtivo como garantia dos mútuos financeiros. Só conseguirá ter um time para a estreia do Brasileiro por causa dos jovens talentosos Nathan, Marcos Guilherme, Hernani e Otávio, que foram descobertos e contratados pela administração Marcos Malucelli, Diogo Braz e Henrique Gaede, sem o clube gastar um único centavo.

continua após a publicidade