Conheci Luiz Alberto Martins de Oliveira quando a política voltara a ser para ele apenas uma ciência. Eis o motivo da minha felicidade: conheci o “senador” como o homem carregando as virtudes escolhidas por Deus para alguém ser tratado como o ser humano que Ele projetou e criou.
É difícil exprimir o prazer e o interesse que provocavam as suas histórias contadas pelo “senador” no salão da sua casa do Bairro Alto. Era uma verdadeira aula de um professor que via muito da vida, de longe. Por ensinar coisas da vida, ensinava também ternura e vontade. Sempre tinha uma palavra de otimismo, fazendo todos a se sentirem grandes.
Há algum tempo não o via. Com saudades fui encontrá-lo bem longe da casa do Bairro Alto. Estava indo embora, com a sua figura imponente, coberto do verde e branco do seu Coritiba.
Santo Agostinho, em suas “Confissões”, ensina: “Saudades sim, tristeza não”. Nós mortais não temos a fé para, às vezes, ganhar o jogo da tristeza. Quando vai embora uma pessoa como Luiz Alberto, a saudade fica para depois.
Ao filho Luiz Alberto, às filhas Juliana, Mariana e Giovana, e a toda a família do “senador”, os meus sentimentos.
Soluções
A diretoria do Atlético se entregou aos “Fanáticos”. E o fez a tempo de corrigir o grande equívoco, que concorreu para esvaziar o público da Baixada. A expressão “se entregou” não tem o sentido de derrota, mas de consciência de erro, o que em um regime de arbítrio é fato extraordinário.
Mas só esse fato é muito pouco, não basta.
O que em condições de rotina vai devolver o público à Baixada, é a mudança do regulamento e a melhora do sistema biométrico. No jogo contra o Londrina, pelo Estadual, muitos torcedores não puderam entrar, mesmo tendo o cadastro regularizado.
O jogo de amanhã não é de rotina.
Jogar contra o São Paulo um jogo eliminatório pela Copa do Brasil, é um jogo de exceção. O apelo popular esgota-se no jogo em si.