Não faz muito tempo havia respeito pelas instituições. Futebol e Carnaval eram duas que não se misturavam. Futebol na Quarta-feira de Cinzas, então, era pecado.

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Com o tempo, foi se perdendo o respeito, tudo se vulgarizou: o Carnaval se profissionalizou. As marchinhas de Braguinha (Chiquita Bacana), de Chiquinha Gonzaga (Abre Alas) de Max Nunes (Bandeira Branca) continuam passando por gerações, não apenas por serem belas, mas porque o Carnaval perdeu o seu sentimento mais puro. Os sambas enredo das escolas do Rio de Janeiro, que eram verdadeiros hinos de alegria, murcharam. O último foi “Bumbum paticumbum prugurundum”, da Império Serrano, que eu sabia de cor e cantava com Washington e Assis, na comemoração das vitórias do Atlético em 1982.

O futebol saiu do campo para transformar-se em programa de televisão. Bem por isso foi espremido num calendário irracional em que se joga quase todos os dias. O resultado é a incontrolável decadência técnica, ética e patrimonial dos nossos clubes como valores de nossas vidas. À exceção do Santos, por causa de Neymar, e o Coritiba, por causa do amor que Alex lhe tem, nenhum clube tem ídolos. A Seleção Brasileira deixou de ser um time de futebol para se transformar em máquina de negócios, cuja bateria é alimentada por dirigentes, alguns treinadores e empresários.

Nos restam as Cinzas da Quarta feira. Mas não sei até quando, porque a Igreja Católica está esquecendo-se de ir atrás das novas gerações para pregar-lhes as lições que o Senhor nos ensinou. De repente, tudo irá virar cinzas.

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Rodada

Se fosse para escolher um jogo da rodada do Estadual deste final de semana seria o de hoje no Janguitão: J. Malucelli x Operário. O Jotinha, tecnicamente, é o melhor time do campeonato. É vice, mas poderia ser líder se não fosse o prejuízo que a arbitragem lhe deu na derrota para o Coritiba. O Coritiba deve ganhar em Arapongas e deve continuar líder. O restante é complemento de rodada.

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