O  futebol tem o poder de alienar nossa vontade, sobrepõe-se a valores mais importantes. O futebol encanta, emociona, mas maltrata. O jogador, às vezes, é remetido a essa submissão. É quando se torna, também, vítima.

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Alex e Paulo Baier, a partir de agora, começam a enfrentar situações parecidas. Por que o Coritiba sempre foi dependente de seu jogo, é razoável presumir que Alex passe a carregar a maior carga de responsabilidade para salvá-lo do rebaixamento. E não deveria ser assim. Faça-se um histórico e ter-se-á a verdade dos números: os gols de Alex provocaram resultados, às vezes, improváveis. Sem eles, teria-se outro histórico que já remeteria os Coxas à zona de queda.

Todos os gols de Paulo Baier foram decisivos para o Atlético estar na zona da Libertadores há mais de um mês. Essa premissa conduz a uma conclusão lógica: sem os gols e os passes de Baier, o Furacão estaria bem longe de onde está. No entanto, o fato de o Atlético já comunicar ao ídolo que ele irá embora em dezembro pode originar um fato injusto. Se Baier não fizer mais gols, e se o Atlético não ganhar a vaga na Libertadores, todos os dedos serão apontados contra o ídolo. Alex e Baier criaram monstros capazes de devorá-los. O futebol é, também, uma selva.

Jogos

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Imprevisível esse jogo entre Corinthians e Atlético, em Mogi-Mirim. É que o campo é pequeno, o que reduz a diferença de qualidade técnica. E aí, o Corinthians tem reduzidas as suas virtudes. Esse fato favorece, porque não precisa mudar os seus conceitos de defender unindo setores para jogar em contra-ataque. Sem Paulo Baier, Zezinho é a melhor opção, pois joga e marca mais que Mérida.

O Furacão readquiriu as suas características imprimidas por Mancini. A vitória no Atletiba, além de evitar a sua queda na classificação, colocou sua emoção em dia.

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Não pergunte como o Coritiba deve jogar contra o Santos no Couto Pereira. Como vai jogar é indiferente quando a vitória é obrigatória.