Para esse Atletiba está se descarregando toda a responsabilidade de vitória para cima do Coritiba. Então, a pergunta é: para o Atlético, nada? Nada atribuem ao Furacão, como se a sua vida já estivesse resolvida no Brasileiro. Não é bem assim.
Concordo que em caso de derrota, as poucas alternativas que restam para os coxas salvarem-se da queda, irão ficar quase esgotadas. À carência de números, irá se somar as consequências, inclusive políticas, que se originam da perda para o rival histórico.
Mas os atleticanos não podem ficar tão folgados como parecem estar. Uma diferença de pontos neste Brasileiro, neste momento em que todos os objetivos estão definidos, não firma estágio provável. O mesmo poder que a variação a cada rodada tem para aumentar a distância tem para diminuí-la.
Não se pode duvidar dos matemáticos: se são preciso no mínimo 45 pontos para evitar o rebaixamento, o Atlético com 31 pontos, está longe. E distância da desgraça no futebol só se consegue com vitória e não com expectativa.
Legislador
Depois de querer proibir a imprensa de trabalhar na Baixada, Petraglia quis proibir a torcida do Atlético de ir ao Atletiba, ao se negar a vender a carga legal de ingressos. Esse é mais um exemplo para os atleticanos, que o que vale é a lei de Petraglia, que raramente coincide com a lei dos homens e a lei de Deus.
Ingênuos são os que pensam que Petraglia se preocupa com a segurança. Em seus atos sempre existe um componente de cálculo. E quem o conhece sabe o que pretende. No caso, querendo proibir a torcida atleticana de ir ao Couto Pereira, pretendeu arrumar um “direito” de não permitir que a torcida coxa vá à Baixada nos Atletibas de 2015.
De primeira
A Tribuna 98 fez matéria de uma página com a nova gestora da Baixada. Esqueceu de esclarecer quem é essa empresa, qual é o seu cadastro, qual é o seu patrimônio para assumir tamanha responsabilidade, quem são os seus sócios ocultos. Estou no fim de uma pesquisa e na próxima semana irei abordar o tema como prometi.