Carência

Quando um time é carente de qualidade e consegue ter o domínio do jogo pela superação é que está no limite. Um time nesse estado não pode ter a mínima perturbação tática e psicológica. Qualquer uma, por mais natural que seja no futebol, (e todas elas são) será o bastante para levá-lo ao desequilíbrio e à derrota.

Esse time foi o Atlético, em Brasília, contra o Cruzeiro. Superando as escancaradas limitações individuais, com disciplina tática, ganhava do Cruzeiro na troca de tempo. Ao perder o zagueiro Dráusio por expulsão, o Furacão se perturbou porque a limitação técnica não lhe permitia uma variação do projeto trabalhado para o jogo. Condicionado a fazer só uma coisa, que era correr e marcar, degringolou. Resultado: Cruzeiro 3×2.

A derrota em si, em razão da competição, poderia até ser absorvida pela lógica e pelo ambiente adverso do Mané Garrincha. A derrota como ela ocorreu é que ficou como questão preocupante: o Furacão, mesmo superando-se e até jogando bem, perdeu para os reservas do Cruzeiro. O que quero alertar a torcida atleticana é para isso: mesmo jogando bem, é incapaz de ganhar dos reservas de um adversário. E nem se culpe o treinador Ángel Portugal, embora tenha feito das suas ao tirar Paulinho Dias e Ederson, que, naquele momento, estavam ligados com a consciência do jogo. O problema é que esse time de Petraglia ostenta defeitos que só poderiam ser compensados com muita qualidade, que é a falta de envergadura física e técnica. Sem nenhum jogador como referência no campo, concentra toda a insegurança do mundo na figura de Ángel Portugal, seu treinador. E se não fosse o bastante, joga sem a proteção da torcida. Só que tudo isso já estava previsto e nada foi feito.

Destino

Um pernambucano, torcedor do Sport, vai torcer pelo Paraná contra o Santa Cruz e morre atingido na cabeça por um vaso sanitário. E depois dizem que não existe destino.

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