Fiquei de frente para o Paraná e resolvi vê-lo por inteiro contra o Avaí. Vencendo, como era obrigado, me daria as duas mil palavras para escrever. Mas jogou tão mal, foi tão apressado e, por isso, tão confuso, que o seu jogo não ocupa mais do que 600 caracteres. O empate a um gol foi a alternativa que lhe restou. E foram por vários motivos, mas em especial por que o time com Lúcio Flávio ficou previsível, como fica todo o time que tem uma única referência. Lúcio tinha que receber a bola no meio para lançar. Lúcio tinha que cobrar escanteio. Lúcio tinha cobrar falta. Lúcio, mesmo não querendo, tinha que fazer o que já não pode tudo. Parecia um Paulo Baier da Vila.

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Obrigado a escrever dois mil caracteres sem espaço, fiquei à espera do jogo do Atlético, em Guaratinguetá. Confesso-me um herói. Resisti ao sono para ver um jogo, que de tão ruim, tornou-se tão longo, que pareceu ter terminado as três da madrugada. O Atlético ganhou (1 x 0) mas atribuir a vitória a uma evolução individual e tática é tapar o sol com a peneira. Jogou menos do que havia jogado na derrota para o Guarani. Talvez o meia Felipe, a novidade do dia, pode vir a ser interessante para armar o jogo. Pelo menos, ontem, deixou essa impressão. Mas só ganhou do futuro rebaixado Guaratinguetá em decorrência do frango do goleiro, no chute de Bruno Furlan, e da falha do árbitro, que não marcou um pênalti de Maranhão.

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