Cara e jeito

Não canso de reclamar que às vezes me sinto cansado de escrever. Mas a minha relação de sentimentos com a Tribuna do Paraná impede-me de ir além de reclamar. O sentimento da causa não está apenas na relação com pessoas, que me viram começar, mas, também, no princípio adotado como definitivo por ser o único, que é associar o jornalismo à liberdade valorada pelos regimes democráticos. Nem as exceções do regime militar conseguiram golpear esse princípio, embora fosse o Grupo Paulo Pimentel a empresa de comunicação do Paraná que mais tenha sofrido. Apostou contra as exceções, e ganhou, mesmo com frustrações materiais.

A solução pelo novo formato foi iluminada.

Mas se mudou a cara, não mudou o jeito. Continua baseada no velho princípio de que o fato simplesmente noticiado é do jornalismo cômodo e conveniente, que faz o fato envelhecer e morrer enquanto as rotativas trabalham. Preserva-se o fato analisado e contraditado.

Nós, os antigos da Tribuna, jornalistas e leitores, merecíamos esse presente.

Obrigado.

Apoio

Nunca o Paraná precisou tanto do apoio da sua torcida como no jogo de domingo contra o Flamengo. Não o apoio no sentido de provocar o entusiasmo que cria o fator torcida como desequilíbrio em um jogo.

O apoio que também se reclama é financeiro. O Paraná precisa de uma grande renda para enfrentar os compromissos com os jogadores.

Quem vê o time ganhando, em quarto lugar e quase na Libertadores, pensa que tudo é festa. Por trás existe o drama do dirigente que quer pagar, e dos profissionais que precisam receber.

O que os clubes precisam se convencer, e aí não é só o Paraná, é que direito de imagem já teve a sua natureza salarial reconhecida pelo Tribunal Superior do Trabalho. Dos quatro primeiros do campeonato, apenas o São Paulo está com seus compromissos atualizados com os jogadores.

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