Cara de pau

A última do presidente Petraglia está nos jornais: o prazo de 10 anos que deu para o Atlético ser campeão do mundo, e que todos acreditavam que começara a ser contado em 2011, só começará a correr em 2015. Mas, o mais incrível é que sabendo que fala para uma plateia formada por seus “macacos de auditório”, que são os conselheiros atleticanos, escancara uma capacidade inigualável de fazer promessas, justificar práticas erradas, mantendo sempre no rosto uma expressão tranquila, normal e neutra. Dito de outra forma pela Madame Natasha, professora de português do incomparável Elio Gaspari: Petraglia é um cara de pau.

O presidente Petraglia precisa rever alguns conceitos de vida. Se lesse o filósofo alemão Kant iria aprender que depois de uma certa idade, não devemos fazer mais promessas, para cumpri-las a longo prazo. É que corremos o risco de não ter memória para lembra-las ou mais forças para executá-las.

Certa vez, o meu professor de literatura, o grandioso Carlos Alberto Sanches, deu como lição, a interpretação de um verso clássico de Fernando Pessoa, que diz: “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia”.

Essas promessas mirabolantes de Petraglia é que provocam mágoas no torcedor do Atlético, daí o crescimento de sua portentosa rejeição na torcida. O atleticano não sonha com uma conquista mundial, ainda mais em 2025. A sua paixão, que anda desprezada e explorada, não tem tempo de esperar. Diante da miséria de conquistas do clube, em especial com Petraglia, que nunca deu um título significativo como presidente, o atleticano sonha com coisas simples: daqui a três meses, um título estadual, que seria o primeiro na monumental Baixada.

De primeira

Está confirmado: o jornalista Paulo Vinícius Coelho sai da ESPN e vai para Fox. Uma boa notícia para os assinantes da ESPN.

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