Uma coisa não se pode negar à Mario Celso Petráglia: ele tem a exata consciência de que é um ditador, e por isso, entende que tem o direito de fazer do Atlético uma extensão de suas idéias e dos seus interesses. E com esse espirito projetado por vários atos, para ele é irrelevante o que pensa a torcida rubro-negra.

continua após a publicidade

Bem por isso, não me surpreendi quando o Furacão entrou vestindo amarelo no campo da Baixada para jogar contra o Botafogo. A questão já não está mais no motivo do ato, mas na forma sua execução. O design, que introduz o detalhe vermelho na região do colo, simplesmente torna a camisa, a mais feia usada por um clube brasileiro.

Essa camisa criada pela Umbro, usada por um time totalmente reserva, então, tornou-se “um horror” diria Ruy Barbosa. Menos mal que acabou ganhando do Botafogo, 2×1. Saiu perdendo, porque com Camacho, Marcinho, Wanderson e Márcio Azevedo, seria a ser um resultado lógico. Mas o Botafogo é tão frágil, que bastou Nikão entrar, para o jogo ficar equilibrado. E bastou Pablo voltar, para que o jogo fosse resolvido com mais um gol nascido de uma jogada, que a sua inteligência criou.

Bem contadinho, o público baixou para 10 mil torcedores. Mas, ainda, não está como Petraglia quer.
Para ser melhor em campo, em um jogo de fracos, Pablo precisou jogar 10 minutos.

continua após a publicidade

Impossível

Acredite, gostaria de afirmar que o Coritiba, ainda, tem chances de acesso ao Brasileiro. Mas a matemática do futebol não tem a lógica como ciência. Ela não pode ser aplicada por um simples cálculo. Necessariamente tem que ser combinada com os recursos técnicos e individuais do time.

continua após a publicidade

Pelos matemáticos, para chegar à 63 pontos, o Coritiba terá que empatar uma e ganhar cinco partidas no mês de novembro. Mas, associe esses números ao futebol que o time de Argel vem jogando. Para simplificar, ao futebol que jogou contra o futuro rebaixado Paissandu, em Belém. Pode espremer os números, pode esticar os números, pode fazer um jogo de Garry Kasparov, é impossível.

Não jogava bem, mas tinha até a sorte de ganhar um gol contra do Paissandu. Mas, aí, por só jogar no grito do treinador, foi incapaz de segurar a vitória, que teria um efeito psicológico de manter as ilusões.

Roteiro

A derrota do Paraná para o Cruzeiro, em Belo Horizonte (3×1), foi mais uma para o clube manter a fidelidade ao ritual macabro para voltar à segunda divisão.