É desconfortável e, por isso, irritante ler e ouvir equações matemáticas que projetam o futuro do time em campeonato. Qualquer operação é feita como se qualquer uma fosse possível no futebol. Essas operações no futebol não têm lógica. A soma de dois mais dois, às vezes, não dá quatro. E pode parecer que não, mas há lógica, pois não se pode dissociar a técnica dos números.

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Os números para o Atlético voltar à Primeira Divisão e o Coritiba não ser rebaixado são absolutamente simples. A questão é saber se os dois têm condições técnicas de alcançá-los.

Não me rendi à falsidade da evolução. Quando o Atlético subiu na tabela vencendo ASA, CRB, América de Natal,… usei uma expressão que não gostaram muito: as vitórias foram contra adversários generosos. Ganhou do Ceará no Janguitão porque o velho Magno Alves perdeu dois gols. Se tivesse consciência desse fato, e não se iludisse, talvez evitaria a derrota imperdoável em Bragança. Com Wéverton no gol, Fernandão no ataque, a preguiça de Elias, e sob o comando de Drubscky, não há contas para fazer.

Os Coxas não ganham já há três jogos. E dois deles, em casa. Dos últimos nove pontos, ganhou apenas um. Está caindo pelas tabelas da pior forma possível, que é a que o mantém parado vendo os que estão atrás subirem. Não adianta fazer contas de chegar se o futebol que está jogando o retrocede. Adianta fazer contas se o futebol não ajuda? Com a zaga que tem, e a inexperiência de Marquinhos dos Santos, o risco é de dar sempre resultado negativo.

Lição

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Ligo o rádio na Transamérica e ouço uma entrevista de Derley, do Atlético. Em seguida, outra com Gil, do Coritiba. Entre as duas, um ponto em comum: elas tinham sido gravadas após os jogos do final de semana, portanto 48 horas antes. Com as janelas que não permitem entrevistas diárias, os repórteres deveriam aprender que a entrevista sobre um fato especifico, que não seja sobre o jogo em si que passou, não perde a atualidade.

De primeira

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Vieram me falar que o diretor de futebol do Atlético João Alfredo da Costa Filho, o “Coroné” (é o seu apelido de infância) vai acabar sendo o Ibiapina do Petraglia.