O árbitro do caso da Segundona Paranaense escreveu na súmula que, após o pênalti contra o Operário, esperou por 10 minutos. A partir daí, a atitude do Operário, que ficou no vestiário, não é o fato mais relevante a ser considerado. A confissão do árbitro provoca um erro insanável, porque a lei impõe o prazo de 30 minutos para que se esgotem todas as possibilidades para a continuidade do jogo. Em tese, portanto, o jogo em Foz deve ser anulado e o estádio interditado.
Mas essa não é a questão mais grave, pois, porque o julgamento, justo ou não, vai resolvê-la. A principal questão está no gravíssimo comportamento do presidente da Comissão de Arbitragem, Afonso Vitor de Oliveira: escalou um árbitro sem categoria, de residência e domicílio em Cascavel, que é quintal de Foz, e escalou um auxiliar, que é presidente da Liga de Cascavel. Não existe neutralidade quando a distância é de 100 quilômetros, e quando o jogo é de 2.ª divisão.
Não discuto qual foi o objetivo final do presidente da Comissão de Arbitragem da FPF. Mas, no mínimo, a escala foi duvidosa, com características de voluntária, portanto temerária. Irresponsável.
A arbitragem do jogo de Foz tem que ser investigada pelo aspecto ético. Não me surpreende a repetição desses fatos. É que Afonso é o ranço que ficou da administração, que foi estourada pela polícia. Sem precisar investigar objetivos finais, tem que sair. Se é honesto, fato que não duvido, tratou o jogo de Foz com irresponsabilidade. Os bruxos parecem que perderam o medo da polícia. E voltaram disfarçados de cordeiro.
De primeira: O atacante Júlio César, que deu esperanças de gols à torcida atleticana, continua machucado e sem data para voltar. Todo jogador que volta da Europa, já com certa idade, é propenso a contusões freqüentes.
E o caso da mulher que posou nua no Couto Pereira, com a gloriosa camisa do Coritiba, pode ainda render. Uma ex-funcionária está ameaçando botar a boca do trombone.