O Atlético tem tudo para ser feliz. Mas os atleticanos teimam em procurar a infelicidade. Não se fala que a estréia no Brasileiro será domingo no jogo com o Fluminense, já com certa rivalidade no futebol. Jogo que, bem tratado como espetáculo, é capaz de lotar a Arena. No entanto, ataca-se com panfletos anônimos e se defende com a impessoalidade da nota oficial. Briga-se com a imprensa, e essa cheia de medo, silencia e vai buscar notícias no site oficial.

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Uma bronca de cada vez.

Não existe nada mais covarde e imoral do que a manifestação anônima. O seu conteúdo, por mais verdade que possa trazer, esvazia-se como apelo, como denúncia ou como movimento de repreensão a idéias e fatos. É um gesto de violência, que imobiliza o ofendido, e impede a censura imediata contra o seu agente.

Tem razão Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético. Os autores do manifesto distribuído na Arena, que questionam a administração, inclusive sob o aspecto ético, perderam uma boa oportunidade de combater a soberania das decisões do clube. Bastava ter se identificado, pois aí teriam dado valor à provocação como questões a serem enfrentadas, mesmo que fossem não verdadeiras.

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No entanto, essa razão de Petraglia lhe sustenta apenas perante os anônimos, mas não perante a origem da crise. A reportagem da revista Placar continua soberana na opinião pública, pois nenhuma das notas oficiais do clube tratou a matéria como fato não verdadeiro. Bastava dizer que não era verdade, para pelo menos criar a presunção de que não era verdade. Nem isso foi feito.

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Concordei com a decisão do Atlético em disciplinar a relação com a imprensa. Não era normal um repórter chegar no CT do Caju para o café da manhã e só sair depois do lanche da noite. Não é mais do profissionalismo entrar no vestiário, quando a emoção ainda não desapareceu.

No entanto, sob o pretexto de exercer esse direito, o Atlético comete abuso. A disciplina na relação passou do limite, e agora se torna em restrição do direito ao trabalho. É princípio de que o uso de um direito não pode implicar no cerceamento do outro. Principalmente, quando esse é garantido pela Constituição Federal.

A culpa não está apenas na posição adotada pelo Atlético. Mas na absoluta omissão da imprensa, através dos seus órgãos de classe, já que a maioria tem medo de tomar uma posição pessoal.

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Agora a última. A bronca dos camarotes virtuais chegou ao Judiciário. O ex-conselheiro Dirceu Gáleas reclama em processo na 13.ª Vara Cível o direito de usar um camarote até ficar pronto o ?lado do colégio?. Ontem foi a audiência.