Já se vão mais dez dias e não consegui falar sobre o futebol como arte. Obrigo-me a saturar o leitor discorrendo sobre códigos, tribunais e dirigentes. Não é minha a culpa. É deste estado deficiente de propostas que se criou por aqui, em que a vaidade e a ignorância querem sobrepor (e estão conseguindo) o interesse maior do torcedor, que é o futebol como jogo. Os cartolas assumiram o lugar dos jogadores nas manchetes. Afasta-se do mais importante.
Mário Celso Petraglia e Giovani Gionédis, pelos mais diversos assuntos pessoais, evitam se expor como antes. Liberaram João Augusto Fleury da Rocha e Domingos Moro para o que der e vier. E o que se vê é a exposição da vaidade para querer se tornar estrela. Mas é tão extravagante esse estado, que a vaidade confunde com ignorância. Como esta é menos abstrata, é a que prevalece perante a opinião pública.
Vendo a foto dos dois na primeira página da Tribuna em um conflito de professor e aluno (talvez, este fato seja uma explicação para a situação dos dois clubes), lembrei de um clássico filme de terror: Brinquedo assassino.
Mário Celso e Giovani, parecendo inspirados em Don Mancini, criador de Chucky, conceberam dois bonecos, deram corda e nem eles estão conseguindo pará-los. Ao contrário, como a mãe do menino e o detetive do filme, não estão acreditando que as suas criações podem fazer vítimas. No caso, duas vítimas que valem bem mais que as de Chucky: Atlético e Coritiba.