Em Uberlândia, Atlético 2 x São Paulo 2
É certo o sentimento de perda dos atleticanos. É natural que seja esse sentimento, quando time joga com equilíbrio e comanda os números. Sente-se o empate como perda quando tudo isso acontece contra um São Paulo de Ceni, Alexandre Pato, Ganso e Luís Fabiano.
Nós, às vezes, temos sentimentos que se equivocam pelo excesso. A paixão pelo clube que nos torna egoísta, nos leva ao desprezo de fatos relevantes.
A frustração do empate sofrido no último minuto deve ser absorvida por uma bela verdade: o Furacão deixou de jogar pela motivação da saída de Miguel Angel Portugal, o técnico de Petraglia. Definitivamente passou a jogar com o equilíbrio dado por Leandro Ávila. Seu jogo sob o aspecto tático teve momentos irrepreensíveis. A marcação anulando Pato e Ganso e fechando espaços para Fabiano. A retomada da bola e a partida em contra ataque, aproximaram as lembranças do Atlético recente de Mancini.
Não se pode analisar o Atlético fora dos seus limites de qualidade e experiência. Visto assim, foi brilhante porque do outro lado estava o poderoso São Paulo.
Longe
Era finalzinho de jogo, quando a bola sobrou para o pé esquerdo de Jajá dentro da área do Criciúma. Era só chutar, que o gol de empate seria inevitável. Mas Jajá furou, jogando a perna para um lado e a bola para o outro. Este lance foi o resumo bem escrito do futebol coxa nessa nova derrota, 1×0.
E o treinador Celso Roth que era uma solução, tornou-se um problema. O time é tão frágil, que é quase impossível se fazer uma analise da influência do técnico nessa campanha de fracasso. Além da crise técnica, o Coritiba tem uma crise de autoridade. Se o presidente Ribeiro de Andrade já não conseguia comandar o clube de perto, imagine lá de Teresópolis onde está chefiando o Brasil.