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Certos estão os europeus. Por essas bandas a administração do futebol está atrasada e envelhecida. Às vezes parece uma sucata.

O Atlético está sendo vítima desse estado. Construiu um estádio com o objetivo de atender o maior clamor popular do mundo desportivo: a segurança. No entanto, em uma violenta ofensa a valores, a Confederação Sul-Americana apoiada por Nabi Chedid, uma velha raposa da CBF, prefere contrariar a nova ordem. Ao invés de segurança quer espaços, que às vezes, se tornam escape para a prática da violência.

Regulamento é regulamento irão dizer. Mas regulamento por ser um ordenamento jurídico, recepciona normas que não podem ser literalmente interpretadas. Quando diz que o estádio terá que ter a capacidade mínima para 40 mil pessoas, não quer espaço para ter mais gente, mas espaço para permitir a segurança.

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A intransigência da Conmebol e a intromissão proposital de Nabi a favor do São Paulo colocam em risco o valor maior do ser humano: a vida. Imaginem a paixão rubro-negra, incontrolável nesses dias, transitando pela mais perigosa estrada do Brasil, a BR 101. Já não existe segurança para um tráfego normal. Induzir a maior torcida do Paraná ir a Porto Alegre, é como se a estivesse conduzindo para um estado em que a fatalidade está na probabilidade de um risco bem calculado.

A apuração de responsabilidade futura não vai adiantar. Dizer que Nabi Chedid concorreu com esse induzimento, não vai amenizar eventuais dramas que passam a ser previsíveis. Imagine seu filho na BR 101.

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O Atlético fez o que pôde, e faz o que, em princípio, não poderia, que é tomar a posse do terreno e construir a toque de caixa uma arquibancada. Nem precisava, pois bastaria o bom senso para concluir que a Arena é mais segura com 23 mil torcedores do que o Morumbi com 60 mil.

Entendo que o Atlético não deveria ir jogar em Porto Alegre. O que a Conmebol e Nabi fizeram foi surrupiar o sagrado direito de mando de jogo, sem existir causa, e se existia, sem o direito de defesa. Não jogando em Porto Alegre, não estaria descumprindo nenhuma ordem superior, pois ordem arbitrária que coloca em risco a vida das pessoas, deve ser desconsiderada.

O problema não é mais esportivo. É de segurança. E segurança é problema de Estado.