O Atlético joga contra o líder, o J. Malucelli embalado pelos pressupostos da obrigação de ganhar: está no “grupo da morte”, joga na Baixada e sua torcida anda desconfiada de que está pagando pelo nada. Se essas fossem as condições de tempos atrás seria possível afirmar que o Furacão vai ganhar. Era um tempo que quando se esgotavam os recursos técnicos, sobrava a alma. Hoje com a cultura da indiferença por resultados de campo faz com que qualquer time que vista a camisa do Furacão, parece ser constituído por um material sem vida.

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Resta saber se a vitória por obrigação não se transforma em fato negativo. O cumprimento da obrigação por imposição, em regra, esconde os defeitos. É que, às vezes, uma simples vitória para quem pouco vence já se torna uma ilusão. A diferença é que o torcedor se ilude por paixão e o dirigente por incapacidade.

A obrigação imposta ao Atlético e o bom futebol que o Jotinha está jogando, podem resultar no melhor jogo da rodada.

Projeto

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O destaque do discurso da nova diretoria do Coritiba era o projeto do professor Medina, inspirado em JK, de fazer 20 anos, em 3. A primeira providência do professor foi trazer Wellington Paulista ganhando 180 mil. Ontem tomou a segunda providência: emprestar o jovem e excelente Dudu para o Criciúma.

Dito de outra forma: em dois meses, Medina fez a diretoria e o Coritiba rasgarem o projeto que escreveu, e pelo qual cobrou um bom preço.

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Esses “projetos” de Medina, os gaúchos do Inter conhecem muito bem.

Cerveja

A discussão sobre a volta da cerveja nos estádios de futebol está sendo conduzida errada. Quem a defende usa a lei da livre iniciativa privada, como se essa fosse absoluta diante do interesse coletivo. A matéria tem que ser enfrentada pelo lado da segurança do povo e dos clubes. Volto ao tema sobre a proposta de lei.