Bomba relógio

Só para lembrar: o Atlético ganhava do Corinthians-PR, no Janguitão, e com o domínio do jogo criava a tendência de ganhá-lo sem precisar ir além do que jogava. Mas aí, no intervalo, seu treinador Juan Ramon Carrasco, resolveu substituir o atacante Ricardinho pelo zagueiro Manoel, sob o pretexto de que precisava de alguém para ganhar as bolas vindas pelo alto.

A pergunta é: o que leva um treinador a praticar um ato como esse que Carrasco praticou? O caso de Carrasco vai além da obsessão de querer ser diferente, causar impacto sob o pretexto de ser ambicioso. Não deve ficar limitado à irresponsabilidade, originada do abuso do exercício do direito do treinador em buscar alternativas de jogo.

O caso de Carrasco, por não se saber a origem, é perigoso. Ele não dá um limite para os seus atos por lhe ser indiferente à sua consequência. Para ele, é irrelevante o lugar em que os pratica: poderia ser num time pequeno do Uruguai, mas pode ser em um grande do Brasil, como o Atlético. O importante é ter um lugar para especular sobre as suas obsessões.

Esse comportamento torna-se ainda mais incontrolável, quando não lhe é imposto um comando. Sem ser fiscalizado, porque o seu comando é omisso e incapaz, Carrasco se sente à vontade para estabelecer os seus limites, que os transforma no Atlético. Passou a ser uma bomba relógio. Resta saber se vai explodir agora ou no Brasileiro.

De primeira

O BNDES desmentiu o presidente Mário Celso Petraglia, do Atlético: não há empréstimo oficializado. O que leva Petraglia a querer antecipar as coisas, divulgando fatos não verdadeiros? Foi assim que alguns narizes cresceram e se tornaram famosos.

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