Bom senso

Um grande técnico não surge apenas em razão de seus conhecimentos sobre futebol. Para chegar a ser capaz precisa necessariamente ser independente, para não ficar alienado às decisões de dirigentes que, via de regra, adotam a especulação de mercado como referência.

Um técnico se torna confiável quando mostra que a sua pretensão imediata não é o alto salário que se torna natural na relação contratual. Torna-se grande por não ser patronal, porque é consciente de que o que o patrão pensa, não é necessariamente bom para o clube.

Depois de 17 contratações, milhões de reais comprometidos, quatro meses perdidos e sem onze para colocar um time regular em campo – hoje terá que improvisar -, finalmente o futebol do Atlético ganha alguém de bom senso: Adilson Batista, que sem nenhum constrangimento, disse publicamente que o Campeonato Brasileiro está chegando e o time precisa de reforços de qualidade e não em quantidade.

Geninho ficou 40 dias tomando vinho e comendo peixe e carneiro com seus amigos dirigentes, mas foi incapaz de alertá-los publicamente sobre a falta de qualidade do time. Com Adilson, a turma do futebol pode conseguir uma façanha: a de acertar pelo menos duas ou três contratações. Mesmo porque, o direito de errar dos dirigentes já foi esgotado.

Hoje, na Baixada, é contra o Paranavai. Com Robston armando e Gabriel defendendo, tudo pode acontecer.

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