Em nota oficial, o Athletico desmentiu o interesse em contratar Paulo Henrique Ganso. Nem era preciso desmentir. E fazê-lo em nota oficial foi até um excesso. É de se presumir que o mínimo de bom senso que deve ter restado na Baixada, e que a indecente camisa não conseguiu esgotá-lo, já autorizava a acreditar de que era um fato criado pelo prostituído mercado de empresários.
E teimo em acreditar de que o Furacão sequer cogitou de Ganso, somente em razão do aspecto financeiro. Se fosse esse o motivo, seria possível afirmar de que que continua o risco de erro no que se supõe ser uma “grande contratação”. Já iria errar, porque era fato verdadeiro de investir em Marquinhos Gabriel. Pelo que não jogou desde que saiu do Santos, Ganso simplesmente não joga em um clube que tenha o mínimo de seriedade.
O desmentindo não torna menos grave a falta de investimento do Athletico para o ano de calendário nobre como o de 2019. Para quem arrecadou mais de 60 milhões de reais em dezembro, e tem um faturamento garantido de mais 170 milhões de cessão de direitos nacionais e internacionais, o Furacão nada investiu.
Todos os que chegaram, jovens ou veteranos, argentinos ou não, carregam mais dúvidas do que certezas. O que o Athletico faz não é nada diferente do que sempre fez: apostar para tentar ganhar títulos com um time barato.
Tratamento
Os jovens no futebol brasileiro são muito mimados.
Todos viram, foi crasso o erro do menino coxa Matheus Bueno no gol de empate do Maringá. Mas o goleiro Wilson, por ter crédito, mandou debitar em sua conta o erro.
É assim que se incentiva a falta de responsabilidade da nova geração no futebol brasileiro. Esse modelo paternal acaba deformando a personalidade do jovem, que acaba crescendo sem a sensibilidade de enfrentar o erro.
Empréstimo
O dinheiro que o Paraná conseguiu para fazer a prestação de algumas obrigações salarias com funcionários foi emprestado pela Justiça do Trabalho. Do dinheiro retido, um milhão de reais foram liberados, para serem restituídos com a venda de Jhonny Lucas. Todo o pagamento devido pelo Paraná está atrelado à venda do jogador. É clássico o exemplo do atacante Ilan. O Paraná foi vendendo os direitos de Ilan, e quanto viu tinha vendido cento e vinte por cento.