O período de contratações na Europa vai fechar na próxima segunda-feira, e não se tem notícia de que algum jogador de Curitiba vai embora. Eis a questão: isso é bom ou é ruim?
É o caso em que o ruim, literalmente, resulta no aspecto negativo. Então, temos a manifestação viva de que muita coisa está errada no gerenciamento do futebol de Atlético e Coritiba.
Nos coxas, a última revelação já está consagrada há dois anos e só um tênue vínculo de trabalho até dezembro. No Atlético, sofrer não é só com falta de jogadores para a oferta, mas com o próprio poder de negociações inusitadas, como acontecia há pouco tempo. Se Keirrison seria a única referência para negócios do Coritiba, no Atlético, o grande ídolo é Alan Bahia. E tem-se, assim, a exata medida da pobreza do futebol paranaense.
Só que, não é um mal que se limita ao futebol paranaense. O futebol brasileiro está em decadência, inclusive, como mercado fornecedor. Italianos, ingleses e espanhóis, que eram compradores, agora se limitam a só investir em grandes jogadores. O mais grave: estão convencidos de que, já há algum tempo, não existem grandes jogadores por aqui. Um ou outro negócio é com a Alemanha ou com a Arábia. E assim, mesmo o que sai, não é em razão de ser uma atração, mas por pertencer a investidores, que criam elementos estranhos para que os negócios sejam concretizados.
O que é mais grave, é que os clubes gastam na expectativa de negócios. São pródigos e irresponsáveis em contratar jogadores do nível, que eles próprios definem, como “meia-boca”. E passam a ir aos bancos, dando em garantia receitas futuras, como os direitos de televisão.