Não fiquemos tristes por Boluca. Fez tudo o que é de bom, vivendo intensamente todos os dias dos seus 84 anos. Não fiquemos tristes por Boluca. Como sentir tristeza com as lembranças que deixou: o sotaque polaco, o corpo gordinho, o coração cada vez maior, e o sorriso concorrendo com as gostosas bochechas, que às vezes, refletidas na luz pareciam carregar uma marca: CAP, do seu Clube Atlético Paranaense.

continua após a publicidade

Não fiquemos tristes por Boluca. Fechado com Deus, e por isso motivado pela fé, fez tudo o que quis e foi feliz: amou Iracema, o filho Mariano, a neta Maria Gabriela e nora Ione, os amigos, a rádio Marumbi, a Tribuna, a advocacia, e fez gols pelo seu Furacão. Não fiquemos tristes por Boluca. Coloco na boca de Boluca as palavras do saudoso Mario Lago: “Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra”.

Não fiquemos tristes por Boluca. Como ficar triste por quem, ainda, continuara vivendo em forma de lenda?

Escreve aí, Boluca: “O presidentão Mario Celso Petraglia garantiu que o Atlético será o campeão do mundo. Quem viver, verá!”.

continua após a publicidade

É isso aí, guri! Obrigado por tudo.

Estudos

continua após a publicidade

Sempre ouço e leio que Marquinhos Santos, treinador do Coritiba é um estudioso. Se estuda, precisa mudar o método, o livro e o professor. Não nego virtudes a Marquinhos. Sem conhecê-lo, seu histórico que é breve em razão da idade, já autoriza a no mínimo respeitá-lo. E eu o respeito.

Mas, Marquinhos parece que está tendo pressa para antecipar o seu futuro. Às vezes, pensando que já é mestre, deixa de fazer o simples, quando o simples é o certo. Quando o time parece ter entrado na linha, faz mudanças surpreendentes, que acabam se transformando em incoerências.

Dizem que o futebol torna-se simples para quem o conhece.

Marquinhos conhece futebol.

Basta ter consciência dessa verdade.