A bola que vai sair dos pés de Jádson poderá ser a causa imediata para o Atlético ganhar. No apertado Caio Martins, contra o desesperado Botafogo centenário, é o contra-ataque com esta bola que Dagoberto e Washington poderão dar uma vitória, que então, seria a mais importante neste campeonato. Dagoberto, em especial. É jogo para ele.

Imaginar essa bola saindo dos pés de Jádson para Dagoberto e Washington não é sonho, ilusão ou teoria acadêmica. É que neste jogo de hoje, o Atlético não deve jogar apenas nas virtudes do seu time que são imensas, mas principalmente no campo negativo, que é amplo e pelo qual circula o Botafogo: o medo do rebaixamento.

O medo em qualquer situação descontrola nossos atos, viciando-os. No futebol, em que está atrelada a virtude objetiva da técnica e individualidade, não existe nada melhor do que jogar contra um time amedrontado. Sem o direito de errar, o erro é inevitável. Então, qualquer erro é valorizado mais e traz conseqüências maiores do que o erro comum. Principalmente sendo esse time frágil, de qualidade estreita, em que o erro é a regra quase absoluta, tornando o acerto uma exceção extraordinária.

Uma bola de Jádson deve decidir este jogo.

Reação

Vencer o Criciúma no Couto Pereira representa mais do que três pontos para o Coritiba. Definitivamente absorve a má fase, equilibra-se emocional, técnica e matematicamente dentro do campeonato, e pode fazer alguns projetos.

Mas só a vitória hoje irá dar valor à vitória em Goiânia. É a exigência deste campeonato, que torna irrecuperável o ponto perdido em casa.  Em grande fase, Tuta deve decidir.

De primeira: Nos próximos dias estarei fora. Irei a Monte Carlo passar o final de semana. Volto na segunda.

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