Não é fácil ter um grande goleiro.
Para se ter uma idéia, há dez anos, quando ganhou o lugar de Ricardo Pinto no Atlético, Flávio, aos 34 anos de idade, no Paraná, ainda é o melhor goleiro do futebol paranaense.
O Coritiba sofre com a inconstância de Artur, e agora o Atlético não tem certeza se o jovem Cléber é o goleiro do presente, ou terá que esperar pelo futuro.
A idéia que se estimula diante de tantos gols sofridos é a de que se trata de um goleiro comum. Suas defesas não vão além das bolas possíveis. Um exemplo de defesa, que mostra um goleiro decisivo, é a que Flavio fez no Maracanã contra o Flamengo. Foi naquele lance, em que o atacante ficou de frente para o gol, e o chute falta foi desviado por um Flávio agachado, com a noção completa de tudo o que estava acontecendo.
Mas seria injusto dizer que os problemas do Atlético começam e terminam em Cléber. Bem longe disso: de repente, ao invés de culpado, o goleiro pode ser vítima. Sob qualquer ângulo que for analisada, a defesa é uma falha, porque individualmente tem Marcão fora de jogo por ser improvisado e Danilo sem recursos individuais, deficiências agravadas com a extrema dificuldade de Vadão em encontrar um posicionamento.
Talvez Cléber repita trajetória de Flávio.
Quando substituiu a Ricardo Pinto, Flávio era inseguro, falhava e correu o risco de voltar à reserva. Com tempo e com bons treinamentos tornou-se um goleiro histórico e hoje alcança um estágio excepcional em sua carreira.
A diferença é que naquela época, o Atlético podia esperar por Flávio. Resta saber se hoje pode esperar por Cléber.
Rodada
Sob pressão, o Atlético faz o jogo principal da rodada contra o Rio Branco, na Arena. Ganhando, torna fácil a classificação. Amanhã, em Cascavel, o Coritiba, pelo equilíbrio do grupo, joga contra um concorrente. A vitória praticamente elimina o Cascavel, e aí serão três para duas vagas. Na Vila Capanema, o Paraná joga a sua dúvida contra o Maringá: qual, afinal, é o estágio do time de Zetti?