Era hora do almoço e deu para pegar um pouco de Alemanha 3×0 Equador. Era final de tarde, e deu, também, para colher outro tanto de Inglaterra 2×2 Suécia.

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O pouco de um somado ao de outro não deu mais do que quarenta. E não precisava ver mais do que isso para quase sentir saudades do Brasil. Sim, desse mesmo Brasil de Parreira, Roberto Carlos, Lúcio e, por enquanto, Ronaldo. O pouco de um e o pouco de outro viraram uma eternidade, como é tudo aquilo que é previsível e que se afasta da espontaneidade. Nada é natural, tudo é mecânico. O mínimo de variação não passa do artificial.

Digo que quase senti saudades do Brasil. Ainda não é possível ter esse sentimento, porque o que difere o nosso time dos europeus é a esperança de alguma solução ser individual. De resto não muda, porque jogando como está, embora tenha sempre a bola em sua posse, o Brasil não deixa de ser previsível. Bem resumido: enquanto os outros cruzam a bola, o Brasil a toca.

Mas foi possível arriscar ter uma nova esperança: para ganhar o hexa, não precisa o Brasil ser formado por deuses ou mágicos, basta que volte a ser humano, portanto com um pouco de alma e organização tática irá decidir o título. Com a Argentina também é previsível.

Crise

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Quando o homem não tem personalidade, briga com ele mesmo. O treinador Givanildo pode até ter razão em não concordar com a vinda desse argentino Navarro, já envelhecido para ser goleiro. O que não pode é encenar uma situação, como se fosse um treinador acima de qualquer suspeita, em condições de abrir e fechar o negócio. Se não bastasse esse fato, foi pouco lúcido, porque ao desafiar a diretoria para não impor a escalação, mostrou que essa diretoria impõe a de outros. E ele escala.