Em Vila Capanema, o que era para ser um jogo de futebol, mais pareceu uma roda de bobo: Atlético 5 x 0 Operário. No Janguitão, o que era para ser um jogo de futebol, mais pareceu um jogo de fazenda: Coritiba 2 x 1 Corinthians.

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No futebol, ninguém ganha de 5 x 0 por acaso. Por mais frágil que seja o adversário, como é o Operário, há sempre uma virtude no vencedor. E o Atlético teve duas: o menino Harrison, o melhor em campo, e o polêmico equatoriano Guerrón.

Harrison acabou com o Operário e com o jogo no primeiro tempo. Jogou tanto, que parecia ter uma bola só para si, e a outra para os outros 21 jogadores.

Guerrón entrou vaiado. Na primeira bola, que resultou no seu gol, ganhou aplausos. Depois, lançou Marcinho para o quinto gol. Para se ter uma ideia objetiva do baixo nível das contratações da nova diretoria, Guerrón só não pode escolher a camisa número 10, porque essa é de Harrison. Em um time que tem Adriano e Léo Mineiro como opções, Guerrón pode pedir qualquer camisa para o treinador.

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No Janguitão, o Coritiba ganhou do Corinthians sem nenhum brilho técnico. A ponto de o público no Janguitão não chegar a duzentas pessoas. Veja o leitor, que era o Coritiba que estava jogando. A administração da FPF, de Hélio Cury, que já legislou o supermando e escalou um Atletiba para Quarta-feira de Cinzas, ainda vai bater o recorde negativo de público da história do Estadual. Os jogos são tão ruins, que o excelente narrador da RPC, Luiz Augusto Xavier, vai acabar perdendo a sua dinâmica de narração.