Boatos

O presidente Marcos Malucelli anda aborrecido. Não sabe a razão de tantos boatos que envolvem o Atlético, “e que só atrapalham e refletem interesses poucos conhecidos, sejam de setores da imprensa, sejam de opositores à atual diretoria”.

O fato motivador do desabafo foi o boato de que o menino Raul, a maior revelação do clube, teria sido afastado pelo técnico Waldemar Lemos porque se negara a assinar uma procuração ao empresário Juan Figer.

Há seis meses na presidência do clube mais popular e explosivo do Paraná, o dr. Malucelli já deveria ter aprendido a conviver com fatos que, muitas vezes, não passam do limite da especulação. Atribuí-los a setores da imprensa e opositores da atual diretoria é criar situações mais embaraçosas do que os próprios boatos.

Quais seriam “os setores da imprensa” a que se refere? Não consigo enxergar. Nossa imprensa esportiva é tão pouco expressiva que, maltratada por Mário Celso Petraglia durante 15 anos, com raríssimas exceções, reagiu. Se a notícia verdadeira já é duvidosa por aqui, deve ser desprezada a fofoca de vestiário, que sempre tem origem em alguém dentro do clube. Passei 25 anos dentro de clubes de futebol como repórter, e sei como a coisa funciona.

Quais seriam os opositores da atual diretoria? Não enxergo, também, ninguém. Dirão que é Petraglia. Não acredito, porque ainda tenho Petraglia como um homem inteligente. Não iria querer voltar da forma como deixou o Atlético, com uma folha de pagamento de R$ 4 milhões, receitas antecipadas e sem time.

Há seis meses exercendo a presidência do Atlético, o dr. Malucelli precisa aprender que só existe uma verdade no futebol: a vitória. O resto, por mais verdadeiro que seja, são boatos.

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