Boatos e fatos

1.º) Um dia desses escrevi que o fato que sai em forma de boato do CT do Caju chega ao centro como noticia confirmada. Por enquanto, chegou-me o boato; a notícia, ainda não. Mas como se trata de um fato importante, divulgo em forma de boato: o Atlético acertou a locação do estádio da Vila Olimpica do Boqueirão para jogar as partidas diurnas da Segunda Divisão. Como está convencido de que terá que usar o prazo máximo da Fifa para entregar a Baixada (dezembro de 2013) irá preparar a Vila Olimpica para os jogos do próximo ano, iluminando-a. Todo boato tem um fundo de verdade. Nunca o poema de João Roberto Kelly foi desmentido.

2.º) Não há nada pior do que a ingratidão. Veja só o caso de Tcheco, ex-jogador. Quase choroso, falou do abandono a que foi atirado pelo Paraná, quando voltou da China. Além disso, citou o desprezo de outros clubes por seu futebol, e que, por isso, só era devedor ao Coritiba. Se não estou enganado, não haveria Coritiba sem o Malutron (era o nome da época) e sem o seu presidente Juarez Malucelli. Foi no Barigui, que Tcheco ganhou casa e comida no futebol. E foi apenas pelo Malutron que chegou ao Coritiba. A ingratidão deixa mágoas, mas é um fato.

3.º) Sem espaço na Europa, o holandês Seedorf, o uruguaio Forlan e o brasileiro Juan vieram encerrar a carreira no Brasil. Até aí seria atrativo, pois se tratam do que Carneiro Neto conceitua como grife. A gravidade do fato é o salário médio de 500 mil reais que a ser pago para cada um. Criou-se uma espiral em salário para os decadentes, que vai repercutir nos iniciantes. Todo o jogador vai se sentir no direito de exigir milionárias remunerações. É uma espécie de grife paraguaia, que há tempo deixou de ser boato. Virou um fato.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google