Na passagem dos tempos, no jogo do Janguitão, o Atlético perdia para o Boa Esporte (1×0), e pouco dizia que poderia ganhar. Mas, aí, então, entrou o velho Paulo Baier. E, outra vez, como se fosse obrigado por contrato a gestos paternais, tratou o Atlético como um filho carente. E, só em razão do jogo de Paulo Baier, o Atlético se livrou de outro fracasso, ganhando de 2×1. Não quero exaltar o velho jogador por ser desnecessário.
Mas por esses paradoxos, que também marcam o Atlético, são nessas soluções dadas por Baier, que está o resumo do gerenciamento incapaz do futebol nos últimos anos. Vai jogo, vem jogo, há quatro anos, e Baier continua sendo o último recurso.
O primeiro tempo foi um pavor. Sem Manoel e Cleberson, a zaga foi com Luiz Alberto e Naldo; aquele ex-jogador e esse inexplicável estar no grande clube. Bateram cabeça e o Boa fez 1×0. Baier sabe-se, joga em qualquer ambiente. Mas quando o nível técnico é baixo, torna-se diferença fundamental. A partir dele, a fragilidade do Boa se escancarou e Marcelo fez dois gols.
O Atlético ganhou. Exigir mais desse time é querer uma realidade impossível.
Milionário
O Coritiba anunciou a contratação de Deivid, que Alex diz que “se em forma, ainda, é cinco estrelas”. Antes de se ter como questão a qualidade técnica, há no Brasil, a preocupação de clube e jogador de desmentirem o valor de salário, mesmo que seja verdade. É diferente da Europa, quando jogador e clube é que confirmam o valor da transação, inclusive salários.
Ocorre que o europeu respeita o jogador como um ser humano, presumindo que o que ele ganha é justo. Como se fosse ele próprio.
A cultura brasileira é respeitar o profissional, em qualquer segmento, até que surja um fato que o contrarie. Quando isso acontece, deixa de ser profissional para ser mercenário.