Eis a verdade, atleticanos: o Furacão perdeu esse jogo na Baixada para o Sport (1×0) porque quis jogar a bola que não tem. A única virtude que teve a partir do comando de Claudinei Oliveira foi ter consciência que é um time cheio de limites.
Foi a humildade que o sustentou e que o nutriu, salvando-o da segunda divisão. Bem por isso, e partir dessa virtude, foi à superação. E em um campeonato em que a maioria se equivale por baixo, a superação é trânsito para firmar algumas diferenças. Porque não corre mais risco de rebaixamento, o Atlético quis jogar o que não sabe. Daí, o Sport do excelente treinador Eduardo Baptista, formado por cobras criadas, jogou marcando, procurando por uma bola. Sobraram duas, a principal para o único craque em campo, Diego Souza. O pênalti perdido por Cléo foi o resumo do Atlético em campo: frio, indiferente e errante.
Talvez a volta a essa realidade seja importante como lição para o próximo ano.
Diego Souza, do Sport, foi o melhor em campo.
Gostaria de vê-lo no meu time.
Derrota
O Coritiba não perdeu no Maracanã porque foi tecnicamente inferior ao Flamengo. Perdeu porque teve medo de perder. Se jogasse como jogou no segundo tempo, o Flamengo não teria tanto espaço com teve no segundo e terceiro gols. Faltou inteligência, porque o jogo que não pode ser perdido é o na Bahia contra o Vitória. Ontem poderia correr qualquer risco.
Em razão desse medo, os coxas mereciam perder até o último minuto. Mas, aí, a arbitragem concorreu com a derrota. Se fosse na sua área, um corte com a mão como o de Marcio Araújo na área do Flamengo teria sido marcado pênalti. E Alex não erraria.