Se um dia perguntarem a Mário Celso Petraglia, enquanto presidente do Atlético, se gostaria de mudar alguma coisa na sua biografia, irá com certeza responder: apagar a marca de perdedor no campo.

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De futebol, Petraglia já disse, e está gravado em áudio e registrado em ata da reunião de maio de 2011, do Conselho Deliberativo: “De futebol eu não gosto. Eu gosto de construir estádios”.

Então esse novo fracasso, que implicou na demissão de mais um técnico, está bem explicado. Por não gostar de futebol, tem desprezo por bons técnicos e bons jogadores. Por não gostar de futebol, submete a torcida à humilhação de sequer disputar um singelo título estadual. Por não gostar de futebol, demitiu Mancini e Moraci Sant’Ana, e desmontou um time pronto, que estaria no mínimo, no mesmo nível dos semifinalistas da Libertadores. Por não gostar de futebol improvisou uma comissão técnica buscada no primitivo futebol boliviano para, agora, demiti-la cinco meses depois.

A pergunta é: como alguém, que não gosta de futebol é presidente de uma instituição, que tem como único objetivo o futebol?

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Atleticanos, ajudem-me a responder.

Ouvi as suas respostas às perguntas oficiais.

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Transferiu toda a responsabilidade para a torcida e para a imprensa. Desta vez não alimentou nenhuma expectativa. E da mesma forma que foi sincero ao afirmar que não gosta de futebol, o foi ao dizer que o Atlético não tem dinheiro para terminar a Baixada e contratar grandes jogadores. Dito de outra forma: Petraglia, que já é um perdedor no campo, corre o risco de ser um perdedor como construtor de estádio.

Convenci-me, que o dinheiro, às vezes, para certas pessoas, não traz felicidade.