Bicudos

O assunto um dia será história, mas por enquanto é um fato atual: a construção da Baixada. Há tempo, desde o início e tudo, estimula-se a ideia de que o Atlético dará o calote não prestando a sua obrigação. Mas olhe só esse fato: o prefeito Fruet está bicudo com o governador Richa por causa da crise do transporte coletivo, e porque o Estado está devendo para o Municipio 16 milhões de reais a título de reembolso da desapropriação dos terrenos da Baixada. Por isso, o Município, há três meses, não repassa ao Atlético o valor correspondente à venda do potencial construtivo dado como garantia do dinheiro tomado na Paraná Fomento, que tomou no BNDES. Não recebendo, o Atlético não tem como pagar a Paraná Fomento. Cria-se uma espiral de inadimplência, que a única vítima é o Furacão.

Essa inadimplência dos agentes públicos consolidam a tese do Atlético de que só deve pagar depois de apurado quem gastou, quanto gastou e quanto cada um deve. O direito não é ingênuo por ser ordenado pela lógica: se o Município não repassa o valor do potencial construtivo porque se diz credor do Estado, o Atlético tem todo o direito de condicionar o cumprimento da sua obrigação, ao cumprimento da obrigação dos outros.

Afinal não há uma resposta para essa pergunta: quanto que o Atlético deve?

Bomba

Uma bomba relógio está em uma das gavetas do doutor Cartaxo, o festejado delegado-titular do Centro de Operações Policiais Especiais, o COPE: é o inquérito que apura a denúncia de desvio de material das obras da Copa do Mundo, inclusive da Baixada. A narração dos fatos através de pessoas que trabalhavam em especial na segurança, conduzem a um ponto que provoca arrepios. Posso garantir que o Atlético, também, é vítima. O inquérito transformado em matéria da página policial é capaz de dar Prêmio Esso.

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