Bênção

Ser campeão é bom, mas não tanto como ser campeão invicto. A invencibilidade em um campeonato de fases eliminatórias preserva para o campeão a certeza de ter sido o melhor.

Por isso, o gol indireto de Ilan foi uma bênção de Deus, se é que existe bênção divina para quem discrimina os pobres. Não tem outra explicação: o time atleticano, outrora fogoso e bem disposto, desta vez foi indolente e desorganizado. Só não perdeu porque o Londrina é um time fraco e mesmo assim, porque o goleiro Diego foi o melhor em campo. Perdia até o último segundo, quando empatou: 1×1. E para empatar, obrigou-se a usar da superação física, para passar por suas deficiências individuais e os erros técnicos. Trocar Jadson por Fabrício está longe de um estado de normalidade.

De importante não ficou só a invencibilidade, mas a lição da ameaça de perdê-la pelos mesmos erros que vêm se repetindo: um meio que só cerca e não marca e três zagueiros que jogam em linha.

O time mostrou definitivamente, que reclama uma finalização individual e tática. Não pode ir para as finais com o Coritiba, com essa insegurança, por força da indefinição do esquema. O que não se justifica é usar três zagueiros e dois volantes de contenção, mas se expor, como ocorreu no primeiro tempo. Os jogadores não entendem o que Mário quer ou se levam os equívocos de treinamento para o jogo. De qualquer maneira, com Marinho, Adriano e Dagoberto o alcance da necessidade final estará mais perto.

Obrigação

Não vi o jogo em Cianorte, mas pelo que ouvi, o Coritiba cumpriu bem a obrigação sem Luís Mário e Capixaba. Ganhou com um gol de Tuta um jogo em que Adriano voltou a ser o melhor. A simplicidade do esquema, sem grandes malabarismos, está encaminhando bem o Coritiba nesta reta final.

Dia D

Petraglia prometeu para esta segunda-feira uma solução para o preço individual dos ingressos. Para isso precisa ter respeito com a torcida. Não pode criar alternativas fantasiosas, como parcelar em mais vezes o pacote. Pacote é pacote. Não é ingresso individual comprado na bilheteria.

O Atlético precisa retomar a tranqüilidade. Petraglia precisa ser transigente, entender que a torcida tem as suas razões e o clube precisa dela. Manter esse estado, principalmente depois que prometeu revê-lo, é incentivar uma reação de constrangimentos.

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