Lá vêm os tricolores. Em cada rosto, uma alegria infantil. Eles vão chegando, cantando. E cantam o hino que João Arnaldo e Sebastião Lima compuseram com o coração: “meu Paraná…meu tricolor teu pavilhão simboliza em cores tão vivas garra e o amor. Meu Paraná… meu tricolor eu sou a camisa doze que tanto te ama sou teu torcedor”.

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Eles estão chegando. Com os passos apressados, chegam com tamanha alegria e cantam com um tom de felicidade, que parecem personagens saídos de uma literatura de magia do escocês J.M.Barrie.
Eles já chegaram. Como se cada um quisesse ser Peter Pan, Sininho ou os Meninos Perdidos, chegam à Baixada, como se ali fosse um lugar além da imaginação.

Já dentro, são tantos, que dizem bater na casa dos 40 mil. Mas como a felicidade, às vezes, é capaz de dobrar, parecem que são 80 mil. E, então, vestidos de vermelho, branco e azul, quebram a frieza do cinza da Baixada, e devolvem o sentimento daquela antiga paixão que hoje está censurada. Sejam bem-vindos tricolores a esse Mundo Encantado, que um dia voltará a ser dos atleticanos de fé.

No campo, o Paraná não pode transformar a Baixada na Terra do Nunca. E não faltam motivos para cumprir com a sua obrigação imposta pela competição: a disputa por uma das três vagas que restam, exige vitórias especiais. Nessas estão incluídas as nos confrontos diretos, e contra o Inter. Essa porque vencer o Colorado será uma exceção para todos que disputam as vagas.

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Por ser um iniciante como treinador, Matheus Costa não viveu uma situação como a do jogo da Baixada. Com um público, talvez, inédito por uma torcida influenciada por vários fatores, é um jogo que não se pode correr risco só por conta da vitória.

Essa coluna é uma homenagem ao amigo Carlos Alberto Werner, que está devolvendo ao Paraná o direito de voltar a viver a sua grandeza.

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