A sensação que me dominou por um bom tempo, foi a de que Washington ganhava sozinho o jogo no Mineirão. Mas lembremos o que fez o grandioso Washington: voltava para marcar, voltava para disputar a bola na área atleticana em escanteio e voltava para ganhar a bola para si. Até que voltando para marcar, ganhou e, driblando em velocidade, chutou entre o goleiro Eduardo e a trave esquerda marcando um gol. Depois, o gol seria o da vitória. É comovente ver Washington jogar pelo Atlético. Entre os dois existe uma relação fascinante, que já extrapola o estado profissional.
Mais do que fazer o gol da vitória contra o Galo, Washington provou que o Atlético lhe é profundamente dependente. Não só para fazer gols, mas como ponto de referência de ter alma e emoção forte. O time com ele e Fabiano é outro.
Mas dizer que Washington ganhou o jogo sozinho é ser injusto. Ele apenas foi o executor de uma excepcional jornada atleticana. Por qualquer ângulo que se analise o Atlético, vai se encontrar virtudes: taticamente foi irrepreensível pelo projeto de Levir, pois humilde soube ficar resignado na cautela de esperar o momento de atacar; individualmente, com Washington de exceção, todos brilharam, principalmente Fabiano, que arruma qualquer esquema tático.
Triste espetáculo
A posse de bola, o domínio do jogo e as chances perdidas não são necessariamente prova de que merecia ganhar. Essa situação ocorre às vezes porque o adversário faz da submissão uma forma de atração para tentar ganhar.
Foi o que aconteceu no Couto Pereira no empate entre Coritiba e Paraná, 1×1. Resultado incontestável, mesmo tendo o tricolor resumido seus ataques no chute de Axel que empatou o jogo. Quando não existe qualidade técnica, não há injustiça.
O empate foi ruim para os dois. Um ponto em um campeonato em que o empate passa a ser exceção, nada ou quase nada soma.