Bela derrota

Na Vila Capanema, pela Libertadores, Santos 3×2 Atlético.
Entre os meus defeitos não está o de ser oportunista.
Bater teclas contra Mário Celso Petraglia, que subtraiu do Atlético a influência da Baixada, empurrando-o para Vila Capanema, seria um prato cheio de oportunismo.
Estou errado?
Então peço para torcedor me ajudar. Vamos transportar para a Baixada o mesmo jogo, com os mesmos times, orientados pelos mesmos técnicos, e jogado nas mesmas circunstâncias. Seria diferente? João Saldanha, cuja centenário se comemora, ensinou que futebol não é onze contra onze, mas onze de cada lado. Pela lógica, ganha o melhor.
Aposto que não seria diferente, como aliás, não está sendo.
E digo mais: o Furacão exaurindo, esticou mais do que pode as suas limitações. Bem por isso, só perdeu por 3×2, porque o goleiro Weverton, depois de quase um século falhou, e porque, afirmo-lhes, fez uma partida surpreendentemente correta. Se jogasse mal, pela excepcional partida que o Santos fez, seria goleado.
O alambrado da Vila gemeu contra Eduardo Baptista.
Não é o técnico dos sonhos do atleticano, eu sei. Mas o torcedor que se coloque no seu lugar. O que um técnico pode fazer se é obrigado a escalar Douglas Coutinho, e depois ter como única opção Grafite? O que um técnico pode fazer se é obrigado a escalar Lucho González e depois ter como reposição Carlos Alberto? Os dois estropiados, dividem 90 minutos. E os dois acoplados não fazem um grande meia durante 90 minutos.
Foi uma bela derrota, como dizia o maior comentarista desta terra Raul Mazza do Nascimento, quando o seu Atlético perdia.
Desviem as baterias para Paulo Autuori, que recebeu um cheque em branco e fez esse time que está aí. No momento em que o torcedor está sofrendo, Autuori deve estar dando explicações a quem lhe paga 220 mil por mês, e tomando um vinho da melhor bodega argentina.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google