A atriz Beatriz Segall foi embora. É daquelas grandezas, em que deve se festejar mais a sua vida do que chorar a sua morte. Beatriz foi bem maior do que Odete Roitman, a personagem que lhe grudou desde a novela “Vale Tudo”. Era talento puro, em razão da sua cultura e da sua personalidade, que eram trânsito para criar o seu poder de intepretação. Se houve alguém igual a Beatriz, foram poucas. Do que eu vi, lembro de Bibi Ferreira, de Eva Wilma, de Marilia Pera, e a “nossa namoradinha” Regina Duarte. E, por uma infeliz coincidência, Beatriz foi embora logo depois que o fogo consumiu o Museu Nacional. É possível afirmar, então, que a cultura do Brasil neste momento, literalmente foi reduzida a cinzas.
O Atlético Paranaense perdeu ontem para o Palmeiras, em São Paulo: 2×0. Se o resultado era projetado pela lógica, tornou-se lógico por um simples fato: quando teve o domínio do jogo no primeiro tempo, o Furacão não teve a capacidade de decidir com gols, que o Palmeiras a teve quando foi superior no segundo tempo.
O jogo não foi decidido porque o Palmeiras jogou melhor. Na média, tempo por tempo foi um jogo igual. Mas quando precisou não errar, o Atlético errou duas vezes: avançando demais, permitiu os contra ataques que resultaram nos gols de William e de Moisés, de pênalti. Sem a influência da Baixada, o Furacão baixa o nível. E uma derrota entra no campo da lógica.
Despedida
Na Vila Capanema, o Paraná sofreu o gol de empate da Chapecoense quando o jogo já estava no minuto final, 1×1. O seu treinador Claudinei Oliveira reclamou da arbitragem, sem razão. O Paraná não ganhou porque não tem condições de ganhar. Mesmo que seja a Chapecoense que está entre os últimos. O time é fraco tecnicamente, mas inteligente em um aspecto: não acredita em milagre. Pastana deve ser demitido nas próximas horas. O presidente de direito Leonardo Oliveira deve atender a carta da “Fúria” e demití-lo. Está tudo combinado.