No verão de 1940, Churchill não deixou: “Jamais nos renderemos”, disse, pela BBC. Mas agora, os alemães finalmente poderão invadir Londres por terra. Para isso, por onde estiveram, não deixaram pedra sobre pedra. Passando pela Espanha, arrasaram Barcelona e Madri. E a invasão tem até dia marcado: 25 de maio, quando Bayern e Borussia Dortmund decidirão, em Wembley, o torneio mais provocante entre clubes, que é o da Liga dos Campeões da Europa.

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Embora justa, a final provoca um sentimento de dúvida: o romantismo do futebol-arte, que nos foi devolvido nos últimos anos pelo Barcelona, acabou?

Quem gosta de arte, que não se engane com o futebol alemão. Com o Borussia, nem se iluda. É um time só de força e de velocidade, fazendo da técnica um complemento acessório. O Bayern é poderoso, e mostra humildade em querer mudar a sua cultura para jogar o futebol técnico. Mas ainda não consegue. Seu estilo pode, às vezes, encantar, mas acaba na tradição alemã, que faz a disciplina tática para contra-atacar e a força para ganhar a bola e o espaço terem privilégios sobre a técnica.

Entre nós, ninguém mais do que Felipão deve ter vibrado com a vitória do futebol alemão. Não terá que responder mais sobre o resgate do futebol brasileiro pela técnica. A consagração alemã será usada pelo treinador para proteger a sua doutrina, que prega que volante que faz gols é só bom para a imprensa.

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Presente

A ESPN deu um presente para os seus assinantes: os comentários de Sorin, argentino, ex-lateral esquerdo, campeão pelo Cruzeiro. Embora carregado com o sotaque espanhol, seu português é perfeito. Mas o que encanta é que as suas análises não se limitam ao plano técnico do jogo. Ao estilo dos jornalistas argentinos, carrega os comentários de romantismo. Culto e inteligente, não precisa mais do que um minuto para falar o que queremos ouvir.

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