Em cinco minutos eu tenho que escrever. Escrevo isso que não interessa, porque estou pensando como começo. Desculpe leitor.
Dizem os ingleses, que os maiores cinco minutos de toda a história do futebol, foram aqueles de Garrincha contra a Inglaterra, no zero a zero na Suécia, na Copa de 58. Bem longe do pecado de comparações, bem que na orgia da vitória sobre o Atlético, ontem, à noite, algum paranista tenha afirmado que não viu o Paraná jogar o que jogou nos onze minutos iniciais do segundo tempo.

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Sem forçar a expressão, porque chovia nesse tempo, encantado com as ordens de vestiário de Claudinei Oliveira, o Paraná deu um banho no Furacão. Foi quando fez o gol da vitória (1×0), e apresentou definitivamente um moço de nome Robson, que parecendo o terceiro de “Terezinha”, de Chico Buarque, chegou como quem chega do nada e nada perguntou, deixando Vilches humilhado no chão, e vencendo Weverton com um chute cruzado. O Paraná, depois, com dez, renunciou o jogo parando o Atlético com luta. Além do que, o time de Cristóvão colaborou, porque embolado, não sabia o que fazer em campo.

Certa vez perguntei a João Saldanha, na Chácara de Colombo, onde o Atlético concentrava o que ele queria ensinar com máxima de que futebol não é onze contra onze, mas onze para cada lado. Ensinou-me que não basta ter os melhores jogadores, mas é preciso lhes dar uma ordem dentro de um conjunto. Foi o que ocorreu no jogo da Vila; o Furacão teve o domínio porque a qualidade individual lhe deu a posse de bola. Mas quem teve time foi o Paraná porque foi ordenado por Claudinei Oliveira.

Rotina

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Era o Coritiba que jogava em Cornélio Procópio, mas parecia um jogo jogado na roça. E, no entanto, era o PSTC que jogava como o time da cidade. Ganhou de 2 a 1, dando um banho nos coxas. Para análise, o jogo em si é irrelevante. O Coritiba já se sabia, está degringolado. Não tem time, não tem técnico e não tem diretoria. O presidente Bacellar tem boa vontade e é dedicado, ninguém pode negar. Mas está sendo vitima do seu grande erro, ao aceitar como natural às saídas de Ernesto Pedroso e Ricardo Guerra. Esvaziado, o clube precisa de um fato novo, que desta vez, não é só a mudança de técnico.