Balanço

São atribuídas à oposição as notinhas que pipocam na internet fazendo críticas à “falta de investimento” no futebol, da diretoria de Marcos Malucelli.

Conheço todos os polacos da minha colônia. Lá vivi, diariamente, por 30 anos. Se existe uma oposição, que necessariamente não é a autora das notinhas, deve ser chamada e atende pelo nome de Mário Celso Petraglia. Isso ninguém me contou, mas é o sentimento que eu tenho em razão dos antecedentes, a partir de maio de 2002.

Lembram-se?

Sem nenhum motivo, ao contrário, com todos os motivos para não fazê-lo, Petraglia mandou uma carta para o Conselho Deliberativo, lida por Eudes Morais, seu ex-companheiro de negócios, dizendo que estava se afastando, e que iria ficar de olho em quem permanecesse. É que a permanência de quem concorreu para a mudança do Atlético, em especial de Ademir Adur, o grande gerenciador do projeto, lhe era incômoda.

Depois, contratou Doático do Santos para fazer o “fica Petraglia”. Sustentou-se pelo marketing, caríssimo, aliás, calando parte da imprensa através do temor, querendo transformar opiniões livres em reféns de processos, e praticando uma administração de gastos, como se o Atlético fosse sua propriedade. Só como exemplo, a jornalista Luciana Pombo ganhava R$ 16 mil por mês no clube.

É isso, torcedor atleticano: em abril de 2008, o Atlético publicou o balanço exigido por lei, que apresentava um superávit (lucro) de R$ 34 milhões. Um ano depois, o superávit desapareceu dando lugar a um déficit de R$ 16 milhões.

O melhor que Petraglia deveria fazer é deixar os outros em paz, respeitando o ideal das pessoas que atenderam o seu pedido de socorro, assumindo o clube. Se quer voltar, que o faça em 2011, quando o Atlético estará saneado, e a Arena que ele prometeu terminar e não cumpriu, já encaminhada para o seu final.

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