Balança

Faz bem pouco tempo, o Atlético fez o Inter correr em Nova Hamburgo para não perder o primeiro jogo da Copa do Brasil. Mas era um tempo em que os gaúchos eram dirigidos por Dunga. Jogar contra o time de Dunga é bom, pois ele quer imprimir a sua imagem, colar a sua personalidade e o resultado é que o time se deforma. Melhor para o Atlético seria se as coisas continuassem como eram.

De lá pra cá, então, as coisas mudaram. O Inter já não é mais o time desorganizado, fechou a sua defesa e liberou mais D’Alessandro para buscar o gol. O Atlético, também, já não é o mesmo time. Manjado, seu jogo no contra-ataque em velocidade parece estar perdendo a força. E o treinador Mancini não dá variações ao time. Ederson, o artilheiro não faz gol há seis jogos. Marcelo, o princípio e o fim do contra-ataque anda machucado e, talvez, nem jogue. E seria jogo pra Marcelo. E, ainda, sem João Paulo, Bruno Silva e Botelho, é razoável concluir que que a condição sai da normalidade.

Então, ficamos assim: o Inter subiu e o Atlético desceu. Mas o Furacão estava tão na frente no jogo de Nova Hamburgo, que agora está igual.

Na Vila Capanema, sempre sobra uma bola na área para Ederson ou Baier.

Bom senso

Um leitor por e-mail me provoca, de que não me manifestei sobre o movimento dos jogadores para a mudança de calendário. Não o fiz por dois motivos: o imediato é o de que os jogadores não procuraram quem manda e é credora de todos os clubes, a Globo. Não adianta a CBF e os clubes concordarem, se os interesses da televisão forem contrariados. O outro motivo é que existem assuntos mais importantes do que o calendário: o atraso sistemático de salários, a Lei Pelé, que protege os clubes ao declarar o direito de imagem sem natureza alimentar, e a falta de um piso salarial, além do prazo mínimo de um ano de contrato, para proteger 80% dos jogadores, que vivem na linha da pobreza exercendo a profissão de jogador.

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