Pela Copa do Mundo, Irã e Nigéria jogam na Baixada.

continua após a publicidade

Visto pelo ângulo técnico, é um jogo sem expressão. É que os dois, em especial o Irã, não estariam jogando essa Copa do Mundo, se o critério fosse um torneio por tradição técnica. Por isso, o futebol não permite que nenhum dos dois olhe muito adiante o grande torneio.

Mas por ser extravagante e provocar choques de conceitos, o futebol faz com que Irã e Nigéria joguem uma partida histórica.

Se for ao Maracanã, o torcedor ficara encantado. A arena mais histórica é bela e quase perfeita. Mas, daí, será dispensado de ir às outras arenas, porque por obedecerem uma convenção arquitetônica quase padrão, são todas quase iguais.

continua após a publicidade

Mas esse torcedor, um dia terá que vir a conhecer a Baixada, para não privar-se de ter conhecido o mais belo de todos os estádios construídos para a Copa do Mundo. Terá, também, que conhecer a sua beleza interior, aquela que não se vê, que é, ainda, mais encantadora. Irá saber que a beleza que foi alcançada e que é vista pela projeção e distribuição de cimento, tijolos e concreto foi resultado do amor de uma torcida.

Nenhuma outra associação teria condição de fazer essa obra. Não bastava ter o dinheiro para ir buscar, como teve. Era necessário ter condições estruturais e cadastrais para ir tomá-lo. Foi esse amor do povo atleticano que escreveu a história, que pagou dívidas, construiu e manteve um patrimônio sem nenhum gravame, permitindo usá-lo, agora como garantia, para entregar essa Baixada.

continua após a publicidade

Visto sob o ângulo técnico, Irã e Nigéria fazem um jogo sem expressão. Mas, às vezes, a expressão está na marca que é gravada na história, tornando todo resto irrelevante. Sem o Atlético não haveria Copa do Mundo em Curitiba.

Explicação

Os espanhóis não querem aceitar como definitiva a conclusão de que essa geração alcançou o limite. Talvez, porque o futebol estava tão carente de arte, houve um excesso na avaliação futura. Esqueceu-se que no futebol, é como na vida: vive-se de ciclo. E a Espanha, por tradição, nunca foi uma renovadora sistemática de gerações talentosas de jogadores.