Paulo Baier já tinha feito de tudo na Arena. Comandando o Atlético, fazia de trouxa o São Paulo. Conduzindo a bola, levava os tricolores à loucura. Mas não era o bastante para tamanha nobreza. Eis que no finalzinho do jogo, Paulo Baier viu que era chegado o momento. O grande e derradeiro momento, diria Nelson Rodrigues. Ganhou uma bola perdida no meio campo, viu e lançou o menino Pimba, e consciente que o futuro lhe esperava, correu para cabecear a bola vinda da direita. Com uma cabeçada espetacular, venceu o fabuloso Rogério Ceni.

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Um gol cuja história verdadeira, embora simples por ser jogada de craque, nunca será definitiva. É daqueles gols, cujas versões serão tantas, e tão diferentes que irão se transformar em lenda. Como se fosse um gol de Jackson do Nascimento ou de Alex Mineiro. A beleza e a importância do gol serão contadas de tantas formas, ganharão tantas versões, que de verdade só restará o nome do autor: Baier, Paulo Baier.

O Atlético, ontem, provou o que o saudoso Rubens Passerino Moura me disse: “Nenhum atleticano é insubstituível”. Sem precisar de deuses, apenas de anjos, tirou dinheiro de pedra e entregou o primeiro lance do terreno do colégio. Usando o coração como marketing, 24 mil atleticanos empurraram o time para uma das maiores vitórias da história do clube.

E não foi contra um time qualquer. Foi contra o poderoso São Paulo. E jogou tão extraordinariamente bem, que Jorge Wagner, reconheceu a derrota como normal porque “foi para um grande rival”.

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Em nenhum momento o Atlético correu o risco de perder.

Ao contrário, no segundo tempo só a vitória lhe seria justa. E foi porque Antônio Lopes interveio no meio tempo, e mandou a marcação avançar. O Furacão deu um show, um banho de bola nos tricolores.

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Mas nada disso teria importância se não fosse Baier, Paulo Baier.