Aviso pr

Munir Caluf não deixou só saudades. Deixou, também, lições de vida. Certa vez dispensou um funcionário de cumprir aviso prévio.”Não acredito em quem cumpre aviso prévio”, ensinou-me Munir. Lembrei do amigo e da sua lição, a propósito do grande treinador Dorival Júnior. É fato consumado que ele vai embora no final do campeonato. Embora o contrato por prazo determinado não remunere o profissional com aviso prévio, não há como se afastar a idéia de um empregado em fase de saída.

A questão não está no comportamento do treinador. Será a de um profissional sério, correto e com objetivos, como é a sua natureza. A questão, talvez já em forma de problema, está no comportamento dos jogadores. Eles vêem Dorival como um técnico de saída, e por isso não irá exercer nenhuma influência futura na vida de cada um, ou eles vêem um treinador que ainda tem plenos poderes para exercer o comando?

Sou daqueles que não vêem naturalidade na condição de Dorival. Por ser treinador, mais do que ninguém sabe que um grupo de jogadores não é linear em pensamento, ao contrário, é diferente em personalidade. Alguns por influência de empresários, se tornam irresponsáveis. Tome o leitor o Carlinhos Paraíba como exemplo. Existe uma explicação lógica para que de repente, o grande jogador do Estadual e do primeiro turno do Brasileiro, tenha ficado com as pernas travadas como estão?

Uma censura de Dorival por erro técnico ou tático, é mais provável que seja indiferente para o jogador. Principalmente porque todos sabem no Couto Pereira que o motivo principal da saída do treinador é a falta de apoio da diretoria.

Estranhas

Todos os dias, ouvindo rádios de notícias gerais, ouço críticas sobre o trânsito de Curitiba. E a direção de tráfego sempre prometendo que tudo está sendo feito, principalmente para liberar as ruas centrais.

Não é verdade.

O fluxo da Rua Muricy é lento, às vezes parado, por várias razões. Mas nenhuma é tão forte como o impedimento que um estacionamento particular causa entre ela, Murici, e a José Loureiro. Das 13h às 14h, o tráfego estrangula, porque o estacionamento não dá vazão para o movimento dos carros que ali chegam. O resultado é que os carros que nele vão entrar, travam os que estão no fluxo em direção à Rua Marechal Deodoro. Resta saber se o comando do tráfego de Curitiba é cego de natureza ou cego de propósito.

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